Golpe do falso advogado do med
““Sou advogado do Banco Central. Vou recuperar o Pix que você perdeu.””
Como funciona
Depois que uma pessoa cai num golpe, o nome dela fica em listas que circulam entre criminosos. Semanas ou meses depois, ela recebe uma nova ligação — agora de alguém que se apresenta como advogado, delegado, funcionário do Banco Central ou representante do “MED, o Mecanismo Especial de Devolução”.
A promessa é boa: recuperar o dinheiro que ela perdeu no primeiro golpe. Para dar credibilidade, essa pessoa sabe detalhes reais — o valor exato, o dia, para onde foi o Pix.
Mas em algum ponto ela pede que a vítima pague uma taxa: honorários, custas judiciais, imposto sobre a devolução, tarifa bancária. Ou que ela informe seus dados bancários “para o dinheiro cair”.
É o mesmo golpe de novo, na mesma pessoa, aproveitando a esperança de recuperar o que perdeu. O MED existe de verdade — mas o pedido é feito pelo próprio banco da vítima, gratuitamente, e nunca por um “advogado” que liga espontaneamente.
Sinais de alerta
- Ligam prometendo devolver dinheiro que você já perdeu.
- Sabem detalhes do golpe anterior e usam isso para parecer confiáveis.
- Se apresentam como advogado, delegado ou Banco Central.
- Pedem qualquer taxa, honorário ou imposto antes da devolução.
- Insistem em rapidez e sigilo (“não conte pra ninguém no banco”).
Como se proteger
- Recuperação de valores só é solicitada por você, no seu próprio banco. É gratuito.
- Banco Central e polícia nunca ligam pedindo pagamento por telefone.
- Se prometerem devolver dinheiro mediante uma taxa, é golpe.
- Anote o número que ligou e denuncie na delegacia e no seu banco.
- Compartilhe essa história com quem já foi vítima — golpistas voltam nas mesmas pessoas.
